Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).
Vírgula pode ser uma pausa.... ou não.
Não, espere.
Não espere..
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso, só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Jovem Aprendiz de Língua Portuguesa
Este blog destina-se ao aprimoramento do estudo de Língua Portuguesa do grupo de estudantes do Jovem Aprendiz do Centro Social Presidente Kennedy - Campinas/SP.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Redação do ENEM: Competências
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Observação: Caso o participante não desenvolva o tema e a estrutura solicitados, será atribuída a nota ZERO à competência II da redação, o que anula a correção das demais competências da redação. A nota global da redação, neste caso, será ZERO.
Na competência I, espera-se que o participante escolha o registro adequado a uma situação formal de produção de texto escrito. Na avaliação, serão considerados os fundamentos gramaticais do texto escrito, refletidos na utilização da norma culta em aspectos como: sintaxe de concordância, regência e colocação; pontuação; flexão; ortografia; e adequação de registro demonstrada, no desempenho lingüístico, de acordo com a situação formal de produção exigida.
O eixo da competência II reside na compreensão do tema que instaura uma problemática a respeito da qual se pede um texto escrito, em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo. Por meio desse tipo de texto, analisam-se, interpretam-se e relacionam-se dados, informações e conceitos amplos, tendo-se em vista a construção de uma argumentação, em defesa de um ponto de vista.
Na competência III, procura-se avaliar como o participante, em uma situação formal de interlocução, seleciona, organiza, relaciona e interpreta os dados, informações e conceitos necessários para defender sua perspectiva sobre o tema proposto.
Na competência IV, avalia-se a utilização de recursos coesivos da modalidade escrita, com vistas à adequada articulação dos argumentos, fatos e opiniões selecionados para a defesa de um ponto de vista sobre o tema proposto. Serão considerados os mecanismos lingüísticos responsáveis pela construção da argumentação na superfície textual, tais como: coesão referencial; coesão lexical (sinônimos, hiperônimos, repetição, reiteração); e coesão gramatical (uso de conectivos, tempos verbais, pontuação, seqüência temporal, relações anafóricas, conectores intervocabulares, intersentenciais, interparágrafos).
Na competência V, verifica-se como o participante indicará as possíveis variáveis para solucionar a problemática desenvolvida, quais propostas de intervenção apresentou, qual a relação destas com o projeto desenvolvido sobre o tema proposto e a qualidade destas propostas, mais genéricas ou específicas, tendo por base a solidariedade humana e o respeito à diversidade de pontos de vista, eixos de uma sociedade democrática.
Veja o que cada competência significa na prática.
MODALIDADE ESCRITA:
Avaliam-se a correção gramatical e o padrão escrito do idioma. Para alcançar a pontuação máxima, evite erros ortográficos, de regência ou concordância. A língua escrita tem uma formalidade maior que a oral. Evite coloquialismos e gírias.
TEMA E TIPO DE TEXTO:
A banca quer saber se você entendeu o que foi pedido e consegue desenvolver o tema com conteúdo. Construa uma dissertação argumentativa com linguagem impessoal e objetiva, em uma estrutura organizada. Quanto ao tema, qualquer erro de interpretação pode ser fatal. Leia e releia a frase-tema várias vezes, prestando atenção a cada palavra. É importante que a argumentação tenha conteúdo, incluindo os conhecimentos obtidos no ensino médio.
COERÊNCIA:
Verifica se você construiu bem seu projeto de texto (argumentação). É preciso criar uma tese, associar ideias e informações (inclusive o que está na coletânea de textos da prova), de modo que sua redação tenha um propósito global, um ponto de vista e uma linha de raciocínio, sem deixar partes "soltas".
COESÃO:
Avalia a capacidade em ligar as frases e parágrafos, evitando repetições excessivas. O uso de pronomes e conjunções é muito útil na variação de nexos semânticos entre as partes do texto.
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO:
Verifica se você é capaz de articular a análise do problema a uma ou mais soluções. As propostas devem ter três qualidades: respeito aos direitos humanos, possibilidade de execução e coerência com as causas dos problemas. Evite soluções "mágicas" ou muito genéricas. Prefira algo mais concreto e específico.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Funções da Linguagem
A ênfase num elemento do circuito de comunicação determina a função de linguagem que lhe corresponde:
ELEMENTO FUNÇÃO
contexto → referencial
emissor → emotiva
receptor → conativa
canal → fática
mensagem → poética
código → metalingüística
contexto → referencial
emissor → emotiva
receptor → conativa
canal → fática
mensagem → poética
código → metalingüística
Cada um desses seis elementos determina uma função de linguagem. Raramente se encontram mensagens em que haja apenas uma; na maioria das vezes o que ocorre é uma hierarquia de funções em que predomina ora uma, ora outra.
A classificação das funções da linguagem depende das relações estabelecidas entre elas e os elementos do circuito da comunicação. Esquematicamente, temos:
Funções da Linguagem
O emissor, ao transmitir uma mensagem, sempre tem um objetivo: informar algo, ou demonstrar seus sentimentos, ou convencer alguém a fazer algo, entre outros; conseqüentemente, a linguagem passa a ter uma função, que são as seguintes:
· Função Referencial
· Função Conativa
· Função Emotiva
· Função Metalingüística
· Função Fática
· Função Poética
Obs.: Em um mesmo contexto, duas ou mais funções podem ocorrer simultaneamente: uma poesia em que o autor discorra sobre o que ele sente ao escrever poesias tem as linguagens poética, emotiva e metalingüística ao mesmo tempo.
Função Referencial
Quando o objetivo do emissor é informar, ocorre a função referencial, também chamada de denotativa ou de informativa. São exemplos de função denotativa a linguagem jornalística e a científica.
Ex.: Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, duas laranjas, dois limões, uma maçã verde, uma maçã vermelha e uma pêra.
O texto acima tem por objetivo informar o que contém a cesta, portanto sua função é referencial.
Função Conativa ou Apelativa
Ocorre a função conativa, ou apelativa, quando o emissor tenta convencer o receptor a praticar determinada ação. É comum o uso do verbo no Imperativo, como “Compre aqui e concorra a este lindo carro”.
“Compre aqui…” é a tentativa do emissor de convencer o receptor a praticar a ação de comprar ali.
Função Emotiva
Quando o emissor demonstra seus sentimentos ou emite suas opiniões ou sensações a respeito de algum assunto ou pessoa, acontece a função emotiva, também chamada de expressiva.
Ex.: Nós o amamos muito, Romário!!
Função Metalingüística
É a utilização do código para falar dele mesmo: uma pessoa falando do ato de falar, outra escrevendo sobre o ato de escrever, palavras que explicam o significado de outra palavra.
Ex.: Escrevo porque gosto de escrever. Ao passar as idéias para o papel, sinto-me realizada…
Função Fática
A função fática ocorre, quando o emissor testa o canal de comunicação, a fim de observar se o receptor o entendeu. São perguntas como “não é mesmo?”, “você está entendendo?”, “cê tá ligado?”, “ouviram?”, ou frases como “alô!”, “oi”.
Ex.: Alô Houston! A missão foi cumprida, ok? Devo voltar à nave? Alguém me ouve? Alô!!
Função Poética
É a linguagem das obras literárias, principalmente das poesias, em que as palavras são escolhidas e dispostas de maneira que se tornem singulares.
Ex:
Tecendo a manhã
João Cabral de Melo Neto
João Cabral de Melo Neto
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre se outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma tela tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
ele precisará sempre se outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma tela tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
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